segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"ATENÇÃO? SÓ NA ELEIÇÃO!" com Zé da Esperança.

          A região de Cabo Frio conhecida como Grande Jardim Esperança presencia de quatro em quatro anos um ibope fora do comum. São carreatas, passeatas, comícios, visita de autoridades municipais, estaduais e até federais. Com essas visitas vêm, além da cordialidade e simpatia hipócrita, as promessas de investimentos, de obras, de melhorias nos serviços públicos e blá-blá-blá.
          Infelizmente essas promessas não passam de falácias. E quando os “amigos da população carente” chegam ao poder o que eles fazem? Obras faraônicas na parte mais rica da cidade é claro. O que era valorizado se torna ainda mais, o que era raramente lembrado agora é totalmente esquecido.
          Bem, mas não foi sobre as obras que eu vim falar aqui. Eu quero mostrar a minha indignação com a falta de segurança do bairro Jardim Esperança. No ano de 2013 presenciamos um grande susto. A população que reside próximo ao “Valão” viveu uma noite de horrores. Um tiroteio nunca antes visto por aqui ocorreu na madrugada do sábado (14) de setembro. Parecia uma zona de guerra. No dia seguinte, ouvimos no telejornal uma justificativa muito mal contada sobre o acontecido.
          Outro fato que já foi esquecido pelas autoridades foi a morte de uma menina de 4 anos que foi baleada enquanto voltava do culto com a sua mãe na noite de quarta-feira dia 13 de novembro. A garota acabou falecendo no hospital e o caso causou nos dias seguintes grande comoção e até protestos.
O bairro é abandonado. É muito raro ver policiais rondando por aqui, principalmente fora da rua principal. Quando os fardados são vistos por aqui, quase sempre, eles estão fazendo uma “boquinha” (provavelmente 0800) em algum bar ou barraquinha suspeita.
          Nos dias seguintes dos dois eventos citados, o bairro parecia estar recebendo o presidente norte-americano, era praticamente uma viatura por rua. Mas adivinha, depois de uma semana, quando tudo já havia voltado ao normal, os fardados sumiram novamente e o bairro continuou a mercê dos traficantes.
          Na última sexta feira, 17 de janeiro, outra história mal contada pela rede de TV local aconteceu no Jardim Esperança e o bairro voltou a ficar cheio de PMs. Eram cerca de quatro policiais por esquina na avenida principal do “Jardim”.
          Escrevendo esse texto, me vem na lembrança a propaganda gratuita do Canalha Farias, que disse que há cinco vezes mais policiais por habitante no Leblon do que na região dos lagos. Eu penso então, como seria esses números se comparassem o Leblon com o Jardim Esperança? Esses dados eles não vão fornecer, pelo menos não enquanto o interesse político imperar aqui.
          Até quando vamos ficar a mercê do tráfico e principalmente da falta de interesse dos mesmos políticos que fazem “o verão inesquecível”? Essa situação tem que mudar. Temos que cobrar o que foi prometido no período de campanha. Temos que buscar aquilo que precisamos. Porque se esperar pelos prefeitos vamos continuar andando em ônibus completamente lotados, vamos continuar com falta de água na “alta temporada”, vamos continuar sem segurança, vamos continuar esquecidos.

Zé da Esperança. (Nome fictício. O autor não quis divulgar seu nome real.)

"Sobre política na roça" com Paulo Fernandes

          Mas que benção é poder escrever, votar e pensar! Em imaginar a falta de liberdade de seres humanos como você e eu em diversos locais do mundo em pleno Século XXI, é um alívio ser brasileiro e ser livre. Mas será que somos livres mesmo?
          A sociedade é inegavelmente atrelada, então vamos teorizar, por exemplo, a realidade de Cabo Frio. Todos nós sabemos da maldita idolatria política que acontece na cidade. Não neguem, essa é a triste realidade. O gentílico cabofriense tem a terrível mania de familiarizar tudo. É tudo como sempre foi e sempre vai ser. Não evoluímos, não nos revoltamos, não nos rebelamos. Política então, quem ousaria falar de política nessa cidade? Estamos eternamente na briga política de nossos avós, tentando decidir quem é o prefeito corrupto da vez.
          Toda eleição municipal é uma zorra. Sujeira, barulho e principalmente, brigas! Não se fala de política por aqui porque nunca se sabe se o seu interlocutor "é Marquinho" ou "é Alair''. Me deixem dizer uma coisa, do fundo do meu coração, não importa! A única coisa que importa é ter alguém correto na prefeitura municipal, independente do partido ou da raiz capilar do sujeito!
          A minha decepção está no povo, não nos políticos. Falam que o prefeito é corrupto, nenhuma novidade. O presidente da câmara também, nenhuma surpresa. Me surpreende o fato de o "pão e circo" deles enganar alguém! Uma cidade de quase 200 mil moradores consegue piorar e piorar a cada eleição. Indiscriminadamente, aqui, todos são impregnados com politicagem até os dentes, mas incrivelmente ninguém consegue pensar!
          Cegos! Não conseguem ver que o "meu prefeito" e o "seu prefeito" não são nada mais que areia do mesmo saco e que o que importa somos eu e você. JUNTOS, pensando e ensinando a pensar (como nunca foi feito nessa cidade) podemos mudar essa realidade deplorável do nosso município onde politicagem é mais importante que política e onde a alienação destrói a racionalidade. Afinal, é muito mais fácil culpar o show da Anitta do que começar a pensar, agir e votar certo!


Paulo Fernandes é estudante do Instituto Federal Fluminense - Campus Cabo Frio. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Crítica ao transporte coletivo de Cabo Frio por Guilherme Mansano

       Maldito seja o slogan: “Vá de ônibus, é legal e muito mais seguro”. Será mesmo? Qual é a noção que a empresa tem de ludicidade e de segurança?
       Acredito que todo cidadão cabofriense que necessita usufruir do transporte público, independente da finalidade, se pudesse não o faria. Afinal, a sensação que se tem é que deveríamos agradecer toda vez que o motorista para quando a gente sinaliza.
       E o que mais me impressiona é quando vejo alguém satisfeito com o preço da passagem. Estas normalmente falam a seguinte frase: “É só R$0,50!”, como se fosse bondade da empresa nos submeter a um cartão medíocre. Pergunto-me se essas pessoas nunca se perguntaram já que o preço é R$0,50, por que o letreiro dos ônibus vem anunciando o valor de R$2,80 no transporte municipal.
       Vamos falar da adorável ludicidade deste? Pois bem, é muito divertido andar socado num ônibus lotado e digo mais. Pra quem gosta de aventura fique bem perto do trocador, e peça para descer pela frente. Nesse momento a diversão vem à tona e os colegas no transporte também ficam muito felizes!
       Mas voltando a seriedade, me arriscaria a dizer que pela falta, sabe-se lá se de ônibus ou de funcionários, acaba tendo que carregar em pé nos ônibus o triplo do número de pessoas que viajam sentadas nos mesmos. E aí vem querer me convencer de que é seguro?
       O descaso por parte da empresa é imenso, e segue o trecho de um texto que me chocou bastante enquanto lia na internet:
       “Atualmente, mais de 50% dos veículos da frota da viação Salineira que circulam na região são adaptados, porém, Liliane percebeu que obrigar é ainda mais fácil que mudar pensamentos. A cadeirante afirma que sofreu preconceitos e descasos de vários motoristas. Relata ainda que, após ser derrubada do elevador nem mesmo foi socorrida. E, por viver essas dificuldades, passou a almejar um novo objetivo para ter uma vida de maior qualidade, que é ter sua habilitação!”
       Além disso tudo, não entra na minha cabeça o porque de não poder existir livre concorrência no transporte público de Cabo Frio? Na verdade entendo quando analiso os preços dos mesmos. Alguns dizem que é por falta de terminal, outros dizem outras coisas. No fim, depois de ouvir tudo isso, parece que a Salineira terá mais um terminal. Este parece que no Jardim Esperança.
       Pra não dizer que eu odeio tudo que diz respeito ao transporte público da região, eu vejo um único ponto positivo nestes: os ônibus são “novos”,e acolchoados. Mas infelizmente não vejo nada além disso!
       Como eu acredito em mudança, gostaria muito que empresa tentasse ter um pouco mais de respeito pela população cabofriense, ao invés de fazer-nos sentir como se devêssemos ser grato pelo que temos. O serviço é péssimo e vocês não nos fazem nenhum favor!
       Então peço em nome de todos da região que nos respeitem. Afinal já dizia o profeta gentileza: “Gentileza gera gentileza!”. 


Guilherme Mansano é estudante do curso de licenciatura em ciências da natureza do IFF.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"Cabo Frio, cidade difícil" - Sara Zózimo

"CABO FRIO,umas simples palavra,mas com GRANDES problemas,não sei se é certo ou errado falar mal da própria cidade,mas alguém tem q agir e fala tb..alguns cidadões estão bastantes insatisfeitos com algumas coisas sobre essa cidade "maravilhosa",no mundo jovem essa palavra chamada "Cabo frio",p nós é uma cidade cheio de corupções,de injustas,de desigualdade e td mais..enfim,do que adianta ter um prefeito querido,dizer deus e o mundo para a cidade,mas na verdade não cumprir com suas promessas??,assim não dar, obras q nunca acabem,injustisas e defeitos é q defini nossa cidade é com prazer q eu falo,cidade assim nem dar orgulho para morar essa cidade podia ser melhor,com mais igualdade e td mais.. nossos bairos a cada dia está pior,cadê a sergurança q o nosso prefeito disse q ia dar???,estou procurando até hoje.. nossa cidade podia ser melhor,com mais sergurança e td mais.. então prefeitura,vocês vão agir ou vai esperar a gente fazer o que nós não deveria fazer????"

 Sara Zózimo tem 13 anos e estuda na Escola Municipal Professora Talita Hernandes Perello.

Reclamação sobre a precariedade do serviço de ortopedia - Augusto Azevedo

       "Quero usar este canal para registrar minha insatisfação com o serviço de saúde que o governo municipal tem prestado a cidade. Ontem de tarde meu irmão teve uma fratura completa no fêmur, que é caso complicado que precisa de cirurgia. Levei o menino para o Hospital Municipal Otime Cardoso, no Jardim Esperança, lá ele foi muito bem atendido e os primeiros socorros foram prestados, uma equipe de profissionais muito boa, mas o hospital não conta com atendimento de ortopedia, o que resultou na transferência do meu irmão para Hospital Santa Izabel, que é um hospital privado que presta o serviço de ortopedia pelo SUS para Cabo Frio. 
         O serviço de ortopedia prestado pelo hospital é excelente mas como só uma pequena parte do hospital fica acessível para o SUS, não consegue atender a todos e resultado é que meu irmão vai ter que esperar cerca de quatro dias por um cirurgia por causa de falta de equipamentos e porque não temos nenhum hospital público prestando esse serviço."

Augusto Azevedo é estudante do Instituto Federal Fluminense - Campus Cabo Frio. 

sábado, 28 de dezembro de 2013



Estamos estruturando um espaço para que a juventude cabofriense se expresse. Se expresse sobre sua escola, seu bairro, sobre a cidade. Sobre eventos, sobre política, sobre estrutura. Sobre participação, sobre demandas, sobre reivindicações.


A ideia aqui é, através da página (http://facebook.com/escrevajuventudeescrevae do blog, publicizar textos escritos pela juventude quanto à questões sociais da cidade. Os textos serão encaminhados aos órgãos competentes; por exemplo: um texto que critique a falta de quadra poliesportiva em determinado bairro, será encaminhado á Prefeitura, à Secretaria de Obras e à Secretaria de Esportes. Os textos podem ser assinados ou publicados em anonimato.

No momento estamos aguardando os primeiros textos para dar início ao projeto. Divulguem, participem e colaborem conosco por uma Cabo Frio melhor! Podem enviar os textos por mensagem para o blog, para a página do facebook ou para o email escrevajuventudeescreva@gmail.com.